Lição 3
Não compreendo nada do que vejo nesta sala [nesta rua, desta janela, neste lugar].
Se todo significado foi projetado por você a partir de experiências passadas, então o que você chama de "entender" alguma coisa é, na maior parte, reconhecer um padrão antigo — não enxergar o que está ali agora.
Em outras palavras
Essa é provavelmente a lição mais desconfortável das três primeiras, porque mexe direto na sensação de controle. Ninguém gosta de admitir que não entende as coisas ao redor — é quase um instinto de sobrevivência confiar no próprio julgamento sobre o mundo. Mas repare: a lição não diz que as coisas são incompreensíveis por natureza. Diz que a compreensão que você tem hoje é feita de memória, hábito e associação — não de contato direto e renovado com o que está na sua frente. Abrir espaço para "eu não entendo" é o primeiro passo antes de qualquer entendimento novo ser possível.
Prática sugerida
Escolha alguns objetos novamente e diga: "eu não entendo o que [objeto] realmente é". Se isso soar desconfortável ou até um pouco assustador, tudo bem — é a reação esperada de uma mente acostumada a se orientar pela certeza de que já sabe.
Esta é uma das 365 lições do Livro de Exercícios.
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